Caminhando: o tango tem chegado por quais caminhos às cidades do Brasil

Valéria Rodrigues

Se você chegou a esse texto muito provavelmente você habita nesta cultura ou a aprecia a seu modo. Foi a palavra “Tango” que lhe trouxe aqui, o que significa que quando a ouvimos, ela em si carrega uma vivência ou um imaginário que te acessa por consequência daqueles que construíram e constroem essa memória. Nesse texto, estou aqui para falar de um recorte da mais recente (ou não), a nacional: histórias do Tango no Brasil. Escrevo ora como um milonguera que acabou de sair daquelas conversas pós milongas em alguma padaria aqui de São Paulo ora como uma modesta artista que busca encontrar suas respostas aos problemas que coloco a mim. Para começar acredito que é importante trazer a mente e dar valor a um certo vocabulário antes de iniciarmos:  Patrimônio cultural Imaterial, esquecimento, trabalhadores da dança(cadeia produtiva), indústria cultural, economia criativa e paramos aqui, dentre elas vou me ater ao “esquecimento” com essa imagem abaixo, um grafite dos GÊMEOS

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“ Quando você apagar uma história… A história não lembra de você”

E agora: “trabalhadores da dança (cadeia produtiva)” – são todos aqueles agentes que possuem atividades distintas, complementares, como os bailarinos, dançarinos, donos de escolas, donos de espaços da cultura, produtores, organizadores de milonga, musicalizadores, professores e ainda mais. Todos que são essenciais para o desenvolvimento do setor cultural da Dança e em nosso caso, da cultura tanguera, o que produzimos é um recurso de modificação social, cultural, educacional e econômica.

Achei importante destacá-las, pois quando estiver trazendo aqui meus apontamentos a respeito de caminhos do Tango no Brasil, é justamente com o objetivo de enxergar melhor o valor e a personalidade da nossa história brasileira nessa composição, para não cair nos enganos das impermanências e das transitoriedades da nossa contemporaneidade, mas nos fixar e elaborar respeitosamente o patrimônio imaterial dessa cultura na cultura da dança social brasileira que já sendo edificado.

 

O que trago nestas linhas e vídeos é uma breve pesquisa que realizei durante o segundo semestre de 2020, uma simples investigação que transpassa as lives produzidas e que foi formada de muitas conversas nos bastidores sendo essas ainda muito mais ricas do que o espectador pôde apreciar. Em todo esse caminho não sou uma especialista no assunto, mas me atrevo a compartilhar esta experiência que me propus trilhar, pois a cada visita online que fiz a intimidade das histórias, vislumbrei um trabalho suado, causado por uma moção incontida, e uma certa teimosia, um lugar entre o risco e os terrenos seguros em nome de um ofício desafiador nessas terras. Um desafio que se apresenta com um acúmulo de funções que, como diz muito bem Leonardo Taques do tango de Curitiba, a empresa “Eu mesmo produções” realiza. Quem trabalha ou aspira trabalhar com esse fazer cultural e artístico (o setor cultural) já sabe ou saberá sua rotina. Por isso agora quero lembrar das palavras de um professor e curador de arte que admiro e servirá para finalizar esta primeira parte: “Todas as nossas necessidades estão ancoradas, referidas a algumas profissões e ofícios, o artista não. O artista por um movimento que não sabemos o porquê ao certo ele dá as costas a região iluminada da sociedade e vai em direção a escuridão, não sabemos porque isso acontece.  As pessoas não escolhem fazer arte elas são escolhidas pela arte” retirado do vídeo Entre Homero e Platão: Agnaldo Farias no TEDxUSP

 

Começo por Brasília, pois quando falo em desafio me lembro da conversa que tive entre eles. Nessa cidade existe uma figura típica chamada CANDANGO: nome dado aos que vieram construir Brasília e é interessante observar que os brasilienses começaram a nascer a muito pouco tempo, o que nos leva a entender que aqueles que trouxeram o tango para lá também são os candangos do tango. Nessa entrevista estavam presentes: Marcelo Amorim(carioca), o Juliano Andrade(goiano), as brasilienses Paula Emerick e Anna Elisa

Para Juliano e Paula, Goiânia é uma cidade irmã, onde sua produção e estudos começaram, inclusive a Cia Fuerza Tanguera que criaram possui integrantes de lá. Foi lá que Juliano por volta dos 11 e 12 anos conhece o tango na academia Le Tango e Paula também começa nesta cidade, a estudar tango com Walmir e Luciana na academia Sport Dance.

Anna Elisa é brasiliense, vivendo uma parte da sua infância no Rio de Janeiro, seus pais (de Minas Gerais e do Rio de janeiro) se conheceram na cidade nascente nos anos 70. Para quem a conhece, agora sabe de onde veio seu sotaque carioca. Ela nos conta um acontecimento um tanto frequente entre as histórias brasileiras que escutei, a sua primeira experiência com o tango não foi positiva, ainda muito jovem o tango lhe pareceu muito dramático e triste, era mais interessante dançar outras como o samba, já que este exercia uma influência sobre ela desde os tempos de Rio de janeiro. Frequentava as aulas de tango pela obrigatoriedade do projeto da Escola de dança, porém uma experiência mudou: uma viagem a Buenos Aires, foi lá que aos 17 anos, o tango e toda aquela atmosfera a cativou. Fatos como este, nos atesta a importância e a presença da relação dos profissionais do tango no Brasil com a cultura tanguera de Buenos Aires, o que os fazem nutrir seu entusiasmo e luta, e vejam, hoje Anna Elisa é organizadora de um Congresso de Tango.

 No vídeo a seguir, dou destaque a uma fala de Juliano, onde ele descreve que pelas variações e mudanças nos cenários econômicos nos dois países, fazer uma viagem a Buenos Aires nos anos 90 era muito mais caro do que em nossos dias. Para alguns desses fazedores aqui nos relatos “Era necessário dois anos de trabalhos dando aulas, para conseguir juntar dinheiro e passar 15 dias de estudos em Buenos Aires”. Logo após o plano real, a história foi outra, o que favoreceu uma abertura para que mais pessoas fossem estudar ou frequentar o tango das terras porteñas. Podemos perceber isto em todas as cidades onde há aqueles que se dedicam à formação da cultura. Um movimento bem diferente nessa relação nos anos 90, para o início do séc XX.

O carioca Marcelo Amorim, também passou por essa experiência de ao ir a Argentina bailar seu tango ser alterado, mesmo ao escutar:

 “Marcelo, você tem que entender que negro não dançar tango bem, vocês têm o corpo muito mole e o quadril muito solto”. Mas ele aceita o desafio: “Não acho que ele falou como uma questão racial, acho que ele falou como quem diz que temos outros valores rítmicos. Eu não entendi como uma ofensa, mas como um desafio. Eu tinha uma dúvida e ele me ajudou a decidir a estudar mais tango e foi pelo desafio” 

 

Marcelo foi o primeiro a levar o Tango para Brasília. Seu primeiro grande maestro, foi argentino Norberto Erbrez que morava no Rio de Janeiro, o mesmo que veio morar em São Paulo anos depois, também chamado “Pulpo” semeou seu tango na capital paulista. Eu mesma não cheguei a conhecê-lo, mas sinto que o conheço por tudo que já ouvi sobre ele, uma contação cheia do calor das lembranças recentes daqueles que formaram a comunidade que o acompanhou.

Marcelo nos conta: “O Norberto tinha uma peculiaridade, ele ensaiava tango com rock pauleira, e essa doideira dele me encantou. Ele conseguiu entender que o sambista era cheio de energia, cheio de velocidade e para o tango se colocar deveria haver um outro caminho para conhecerem o ritmo. Se hoje eu sou um tanguero e defensor do tango foi ele que me estimulou”

Ainda a respeito deste contato com a fonte, em outros relatos que venho buscando também é comum um profissional descrever um fascínio: a descoberta de que ele ensinava tango, mas era um outro, e muitas vezes era usado para montagem de coreografias, ou que não era tão bailável quanto as outras danças, apenas estando na “atmosfera do tango em Buenos Aires”, é que pôde entender o que era tango, a partir daí seus estudos, metodologia, estratégias e objetivo com essa dança mudaram.

Trago aqui de Floripa : Alexandra Klen; Evandro Andrade, Edson Fernandes e Noemia Yuki

Alexandra é engenheira mecânica e em paralelo trabalha sua carreira artística na linguagem de dança teatro de onde surgiu suas pesquisas e produções em tango teatro, o contar histórias através do tango, trazendo outras construções para cena e o educar através da arte. Sua principal influência foram os trabalhos de Hugo Mastrolorenzo e Agustina Vignau.

Evandro, Edson e Noêmia produzem a Milonga na praça, eles também possuem outras profissões e estão nessa cadeia produtiva do tango como articuladores, organizam a Milonga em espaço público e são os intermediários entre artistas e milongueros, trazendo para a praça a milonga com apresentações artísticas. Essa prática do tango nos espaços públicos é uma realidade que acontece pelo Brasil, e escutar esse grupo representa um pouco da história de todos os outros. 

Essa ação elabora um lugar de pertencimento entre tango e cidade, tanto de quem dança, experimenta e apropria-se daquele espaço vivendo ali algo diferente do cotidiano, em torno daquele espaço criando uma relação de convívio com aquela cultura. Noemia vai nos relatando que eles buscam o diálogo e um fazer que harmonize através de um som em altura adequado para a cidade, de um diálogo com os outros grupos que dividem o local.  Esse grupo nos dá uma verdadeira aula de como habitar a cidade e como diz Evandro: um ato cívico através da arte.

No entanto a conquista dessa autorização não é a mesma em todas as cidades do país, em São Paulo temos uma lei que nos permite, em Floripa é preciso uma autorização da prefeitura, em Santos, Curitiba por exemplo correm o risco do material ser apreendido pela polícia por tal ação. Foi até por esse motivo que em 2017 o SESC SANTOS realizou o evento “RUA É O PALCO” e convidou o projeto Tango na Rua. Em cada cidade os critérios para as autorizações podem simplificar ou dificultar mais. No Rio de Janeiro isto foi resolvido por fazerem parceria com o quiosque da praia. Edson de Floripa conta que buscou conquistar mostrando a seriedade de um trabalho que é de qualidade, de socialização, de inclusão, registrando e conversando com os gestores, conseguindo depois de algumas reuniões, o apoio da Fundação Municipal de Cultura da prefeitura. Aberto o caminho na cidade, provavelmente é o que vai permitir os projetos futuros que esses quatros estão planejando, com parcerias e com o município.

Alexandra também conta “temos um concorrente aqui, o Mar e isso é muito bom”. “Os teatro esvaziam no verão de dezembro a março.” –   o que nos faz entender o porquê da dinâmica do tango nesta cidade ter algumas qualidades em específico, é necessário que a rotina seja arrojada para competir com o concorrente – “a arte tem que desenvolver estratégias para que a cultura não vire refém disso, para que as pessoas possam ganhar tanto de um lado quanto do outro “

Esse é o exato momento em que a cidade interfere na produção dos trabalhos e ações e cria seus diferenciais. Quando falamos de Brasil, falamos também, que essa cultura vai acontecer com diversidades. Belém e Recife por exemplo, em seus relatos, nos diz que o maior desafio lá é competir com as danças brasileiras: são cidades onde o povo é extremamente dançante e as danças são alegres onde poderão ver mais nos recortes das lives de entrevistas que fiz com eles.

 

Sobre a História do tango em Florianópolis, deixo abaixo o trecho da live momento em que eles nos contam essa história.

Recife possui 14 danças que o Brasil não sabe, Antônio Carlos Nóbrega é o pesquisador que pode nos dizer mais sobre esse assunto. “É um povo extremamente dançante” é o que conta Cláudio Sobral, professor e dançarino de tango e um dos principais articuladores do tango social em RECIFE. Ele escutou muito tango por intermédio da avó e do pai, a qual estes escutavam os tangos cantados por Nelson Gonçalves, Aracy de Almeida e Núbia Lafayette. “Isso me deixou musical, esse exercício de ouvir música desenvolve a musicalidade natural e espontânea

Cláudio foi militar e começou dando aula dentro do quartel na aeronáutica, o tango veio depois do quartel. Quando ele resolveu ser profissional de dança, alguém lhe disse que para isso ele precisava saber dançar tango, no entanto, ele estava em Recife. A pergunta foi: Onde tem tango em Recife? Essa resposta eu deixei em um trecho do vídeo. Mas assim como ele, alguns outros também tinham seus estudos através de fitas cassetes e mais história para outro dia. Claudio estudou e treinou com sua parceira Fabiola Monterazo uma coreografia para levar a um festival de dança em Recife, que era muito forte, tanto quanto o de Joinville. Por consequência das suas apresentações de tango com essa coreografia ele ganhou das mãos do Governador o prêmio “Personalidade Nordeste” e outros festivais, recebendo o reconhecimento de “profissional da dança social” da comunidade de dança de salão de sua cidade.

Em 2002 foi a Buenos Aires, onde ficou 18 dias e também onde tudo mudou, mais um que teve sua relação com seu tango alterado pela vivência Porteña. Assim que voltou, ele criou uma estratégia para mudar o tango em Recife. Acompanhe no vídeo sua fala.

Pelo tango ele foi para Uberlândia e deu aulas de capacitação de tango para professores em um curso promovido pelo Jaime Arôxa, ficando lá por 2 anos. E assim caminhamos pelo Brasil, em um determinado momento, não apenas argentinos ou professores internacionais, mais dançarinos brasileiros, assim como Claúdio foram requisitados em outras cidades deste país, para ensinar o tango social, relação esta que nos últimos anos tem aumentado, graças a qualidade e o número dos profissionais em tango que vem crescendo pelo nosso país.

Em Belém do Pará, conversei com a Cris Almeida que me ajudou a montar a roda de conversa com os construtores do tango de lá: Sidney Teixeira e Marcos Campos, este último não conseguiu entrar na live mas conversamos pelo chat.  Cidade tão distante e que nos traz a curiosa pergunta: Como o tango chegou a Belém?

Há uma história a ser pesquisada que já foi estudada pelos profissionais de lá e Cris Almeida nos conta: “Na década de 30 no auge da Borracha havia uma elite na cidade onde os olhos deles e do mundo era Paris, então tudo o que vinha da França era moda, e o que estava na moda nos anos 30 e 40 era o tango, então começaram a fazer algumas milongas na cidade. Haviam 3 milongas, uma delas na residência do Governador, outra no Palacete de Pinho. Mas essa história se perdeu, não há registros desse momento. “

Belém “é caracterizada por um povo atravessado pelo folclore, pelas danças da região e o calor. A dança de Salão lá, tem por volta de 30 anos, e alguns anos atrás para ser professor de dança era preciso aprender as danças folclóricas primeiro. As aulas de salão, como o tango, eram em formato de aulão, hoje, pela própria cultura de dança da cidade não existe profissional especialista, que dê aula apenas de um ritmo, é preciso saber dançar e ensinar muitas outras, mas os alunos que estudam tango já entenderam que a técnica é importante inclusive para as outras danças sociais, A maior dificuldade que se têm é criar um baile de Tango, a Milonga.” Sidney Teixeira

Deixarei nos vídeos falas sobre este assunto e também uma surpresa, a resposta do como o Tango chegou a Belém a essa geração de Cris Almeida, Sidney Teixeira e outros. Já para Marco Campos que é músico, quando morava em Porto Alegre aprendeu a tocar tango, mas assistindo a distância uma aula de tango ele resolveu conversar com o Professor que lhe respondeu à pergunta: Como é que se aprende? “Meu rapaz, isso é uma técnica que você se conecta a uma pessoa e vai conversando com ela sem dizer nada”. Passando o tempo, Marcos voltou para sua terra Belém e ele encontrou esse desafio e esse tango. “Nesse momento o trabalho é difundir esse tango mais social, seus filmes, história e conversa sobre a cultura, estou realizando práticas e milonga mensal e seguiremos assim”.

 Acompanhe abaixo detalhes desses relatos

Caminhos já foram formados, criados por aqui, as possibilidades estão aumentando o intercâmbio em nossas terras também e é importante reafirmar ou ser redundante nisso: essa atualidade construída aqui só foi possível por causa das iniciativas, do trabalho e das lutas necessárias dos que vieram antes. É por causa desses articuladores, trabalhadores, profissionais – ou como queiram chamar – que o tango acontece nas cidades brasileiras onde há uma comunidade presente, senão eu mesma e muitos, não dançaria ou não teria onde dançar.

Houve tempos em que muitas cidades brasileiras as Milongas só aconteciam em grandes encontros, como congressos ou festivais. E esse foi o nosso caminho, de nossos inícios.  Hoje em sua maioria já há a Milonga seja mensal ou semanal. Há cidades em São Paulo que juntas formam uma comunidade, pois elas se visitam em suas milongas mensais ou eventuais, como Campinas, Itapetininga e Sorocaba. Com Niterói e Rio de Janeiro, também acontece algo parecido e provavelmente em outros lugares assim é ou será em algum momento,

Tenho muita dizer, como a grande influência do Rio de Janeiro na formação e na história do tango brasileiro, assim como São Paulo a partir de um certo momento, mas ficará para outro momento. Esta foi minha breve pesquisa que ainda é um rascunho, tenho muito o que buscar ainda e falta muitas cidades, informações, histórias, pessoas e detalhes importantes, mas serve como um alerta para mensurarmos a importância do recolhimento e o valor que passa ter as ações e os profissionais da cultura no momento em que a história é pronunciada e apreciada. 

Não importa e importa qual é a história, por que ela é nossa. Deixei os fazedores dessa cultura tanguera das nossas cidades me tocarem com suas realidades, deixei essas memórias e experiências a me sensibilizar, pude compreender um pouco mais o que é e o que pode ser o tango aqui. É a partir de uma mudança de ponto de vista que podemos antever ou decidir os rumos em nossas ações. Disse a mim mesma o óbvio: não, realmente aqui o Tango não vai ser como em Buenos Aires, ou em outro lugar da Argentina. Aqui ele começou um florescimento no séc XXI onde um país continental culturalmente tão diversificado, acontece à sua maneiras em cada cidade o seu florescimento, a qual não é possível etiquetar, reconhecendo essas diferenças e as riquezas podemos nos entender e melhorar as redes, conxões, a transmissão de seus saberes e ressignificar as experiências entre o tango de nossas cidades e comunidades.

Por fim, o tango só chegou a mim e está chegando a tantos por causa dessas pessoas, ao darem o tango a nós elas nos deram uma cultura e “um mundo” que provamos e desfrutamos. É preciso oficializar entre nós, cada vez mais, os nossos trabalhadores do tango do Brasil, sejam ele os brasileiros, sejam eles os latinos que se abrasileiraram morando aqui. Fazer memória não é só contar história, é “fazer memória”

Encerro por aqui com provocações: uma tira da Mafalda, um vídeo de um trabalhador do tango no Brasil na cidade de São Paulo e dois pensamentos iniciais para refletir

1 –  “Quando você apagar uma história… A história não lembra de você”. Se o acaso nos fazer esquecer este senhor o que estamos realmente esquecendo?

2 – CAMINHANDO

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Arte educadora desde 1998 em dança e nas demais áreas da arte; dançarina profissional, coreógrafa , pesquisadora em dança e cidade. Trabalha em gestão cultural desde 2000, Formada em ballet clássico e estudos em dança contemporânea , dança teatro , flamenco e dança cigana.

É gestora de projetos de arte e cultura desde desde 2000 e nos projetos de dança desde 2011.
Idealizadora e organizadora do Movida TANGUEIRA , está na organização do Movimento Tango na Rua e da Arrabalera.
Foi dramaturgista e diretora de teatro de rua e popular por 10 anos na cidade de São Roque.